Na madrugada de 30/05/2025, às 4h, acordei de um sonho turbulento. Estava dentro de uma escola que explodia — alguém havia colocado uma bomba lá. Acordei com o coração acelerado, ansiosa, angustiada, como se tivesse sentido na pele a violência do mundo.

Logo me vieram à mente histórias reais de tragédias, como o massacre de Columbine, evento que sempre me deixou muito sensível. Me vi tomada por um pensamento sombrio: “Será que o mal está vencendo?”. Aquela sensação de desesperança tomou conta por alguns instantes.

Comecei a orar, a pedir aos meus guias que me ajudassem a entender aquilo. Que me amparassem naquela sensação de que o mundo é cruel, agressivo, sem esperança.

Foi então que vi algo.

👁 No canto da cama, surgiu a imagem de um homem muito alto, feito de penas cinzas e asas secas de mariposa. Seu rosto não tinha olhos — era formado por uma névoa densa de desamparo. Ele não parecia ser mau, nem bom… apenas profundamente consumido por uma tristeza insuportável.

Chamei minha guia de esquerda, Irene, e perguntei:

Ele é bom? Ele é mau? O que ele é?

Ela respondeu com firmeza:

Ele é tudo isso. Mas o lugar dele não pode ser esse, porque te atrapalha. Confie no bem.

Fiz o que senti ser necessário: pedi com respeito para que ele se retirasse, movimentei meus braços para liberar aquela energia, como se estivesse limpando algo que não era meu.

Deitei em silêncio. Me aquietei. Pedi aos guias que me ajudassem a ressignificar aquilo, a limpar o que fosse necessário, pois eu não sabia exatamente o que estava acontecendo — mas confiava.

✨ E foi aí que ela apareceu.

Do meu lado surgiu uma senhorinha, pequena, de cabelos brancos, queixo empinado e uma energia alegre e ligeira.

Vou só fazer uma pequena cirurgia aqui, tá bom? Só pra ajudar.

Senti que ela cortava alguns fios do meu peito e costurava outros, mais grossos, coloridos. Um trabalho cuidadoso.

Pronto, acabei! — disse ela sorrindo.

Perguntei, ainda meio surpresa:

Quem é você?

Ela respondeu com a maior naturalidade do mundo:

Sou Adelaide, oras. Sou médica.

E se foi. Toda de branco. Na hora percebi algo curioso: no meu sistema mediúnico, os espíritas vêm sempre de branco, os umbandistas são negros, indígenas, coloridos e imensos, os bruxos vêm lentos, pequeninos, cheios de tecidos e elementos da terra… Ela era de alguma memória espírita.

Peguei o celular e pesquisei: Adelaide Espiritismo.

E lá estava: Adelaide Câmara. Nunca tinha ouvido falar dela. Viveu na Terra, faleceu em 1944 e, pasmem, realizava cirurgias espirituais em vida.

🕊 Meu coração quase saiu pela boca.

Sigo sem saber muito bem o que fazer quando essas experiências se apresentam. Meu lado cético fica alerta, mas é sempre a fé que me ampara.

Nem tudo precisa ser compreendido de imediato. Algumas experiências apenas pedem presença, silêncio e entrega.

Se você também já viveu algo assim — onde a espiritualidade tocou a realidade de maneira sutil e ao mesmo tempo arrebatadora — saiba: você não está só.
 

Estamos todos, aos poucos, lembrando quem somos, de onde viemos, e por que viemos. Algo está aos poucos se movimentando em nossa humanidade, esse algo que nos guia para o caminho do bem. Pelo menos assim eu espero.

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